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sábado, 29 de agosto de 2015

Poesia da semana pátria -- Que país é esse?

Que país é esse?

Pátria


Que país é esse?
Que Pedro Álvares Cabral descobriu
Que pela sua liberdade Tiradentes morreu
E Dom Pedro I a sua independência proclamou?

Que país é esse?
Que Zumbi dos Palmares, os negros escravos protegeu
da tirania dos coronéis do café?
Que Princesa Isabel os libertou daquela vida
de miséria e dor?

Que país é esse?
Que os bandeirantes desbravaram
Nossos índios massacraram
E os Jesuítas os ensinaram
Que Deus também está aqui?

Que país é esse?
Cheio de glórias no passado
Onde baianos e gaúchos lutaram
E expulsaram os estrangeiros que queriam este chão?

Que país é esse?
Que depois de tantas lutas
Os políticos corruptos
Massacram esta nação?

Que país é esse?
De tanto contraste
De tanta beleza
De tanta miséria
De tanta riqueza
De tanta violência
De tanta paz
De um povo massacrado?
Esse é o nosso Brasil amado
Nossa terra nosso chão.

Liam M. CassanigaSorriso, MT.

Poesia da semana PÁTRIA -- Brasil

Brasil -- Pátria


De Norte a Sul, esplêndida beleza!
Rica é a tua natureza,
que nasce com o alvorecer do sertanejo.
Quem poderá resistir
ao fascínio de tuas cores e sabores?
No teu solo, sinto o pulsar da história,
queira a vida, que possa cantar a viola.
O meu desejo é a ti retornar quando a chuva passar.
Não posso perder a fé no futuro:
crer, de fazer o amanhã acontecer.
Nem poderia deixar de sonhar
que a corrupção vai acabar.
Tenho nas mãos o suor de milhões,
que compartilho com meus irmãos.
No rosto, trago as marcas dos teus filhos.
Viva a invenção de teu brasão!
No peito, sinto o aconchego dos meus amores.
Permita-me viver no teu calor abrasador.
Pela janela, vejo as incertezas que andam nas ruas...
Cria-se o herói sem façanhas.
No Povo,
a esperança desponta no horizonte desconhecido da vida.
De ti não saio, Pátria amada, meu Brasil,
sonho de muitas histórias.

Samuel Sampaio CastroPorto Alegre, RS

Poesia da semana PÁTRIA -- As cores do Brasil

Poesia da semana PÁTRIA -- 
As cores do Brasil

Pátria


Mas que cor tem o Brasil?
Não consegues responder.
Sou negro, branco, amarelo...
Sou índio catequizado e vestido
com a cultura da "Mãe-Pátria".
O Brasil é a cara do "mulato sabido
que diz todos os dias: me dá um cigarro".
Brasil dos chê, dos uai, dos ó xente,
De um povo valente e xerente.
Brasil de Brasília:
Dos cara pintadas, mas também dos cuecões,
Das meias, dos panetones
Da gorda poupança que está cheia.
Brasil de Zumbi, de Pelé, de Betinho,
e de João Cabral de Morte e Vida Severina,
Brasil de Canudos de Antônio Conselheiro,
Brasil de Cabral que aqui se aportou.
Brasil de gente que implora, gente que grita,
gente que faz, gente que vota, gente que diz:
BASTA.
Brasil tem a cor que a gente pinta,
Por isto vamos mudar esta imagem,
Pinte-o de negro, mulher, homossexual,
liberdade, honestidade, dignidade,
direitos e deveres.
Pinte o Brasil de POVO
e recomece de novo.


Marcimária Xavier de OliveiraCombinado, TOluaeflor2@hotmail.com

Poesia da semana PÁTRIA: PLENO BRASIL

PLENO BRASIL



Eu não quero
Honras de ministro,
Nem que eu cantasse,
Nem que eu achasse
Fácil escrever.
Um negro com a viola
Despacha no gabinete,
Outro com a bola
Pratica na cobertura do ministério.
De tantas mazelas no Brasil
Este é o lado sério.
Brasil, mame
Ou deixe-o.
O recado parte o coração,
Mas é a verdade
Desprendida do Congresso.
Fica difícil sobreviver
Se ética ou alteridade
Aqui é o inverso.
Palhaçada com comida,
Política é ferida
Que não cicatriza
Nos meus versos.
Orelhas de folhas de banana,
Com olhos de fome,
Qual será teu nome
País sacana?
(ou seria sacaniado)
Onde negros extraterrestres
Fabricam, como escravos, carvão.
Não são de outro planeta,
São crianças
Sem a oportunidade
Da caneta.
Defuntos negros
Em pequenos caixões brancos.
E suas mães,
Sem óculos, pílulas ou muleta,
Mulheres que escaparam
Da maleita,
Saudáveis e bonitas,
Só ganham a vida
Em bordéis de palafita.
Nesse país cheio de riquezas,
Colorido com riqueza
Em paleta de cores variadas
Tem homem deixando
A amada
E criança que não tem casa
Transformando-se nos semáforos
Em palhaços que não podem rir.
O lugar do carnaval,
Com favelas intocáveis,
Tem felicidade somente no feriado.
Neste lugar, que fabrica energia para fora,
Falta eletricidade, e a luz que ilumina a noite
É a dos olhos dos miseráveis.
Se Vinícius fosse vivo
Teríamos mais um ministro
Para jogar a cultura no lixo.
Quantos já não vieram
Discursando sobre igualdade
Para depois
Separar sua metade
E fugir deste país.
Brasília continua uma pérola
Com a rodoviária intocável.
Povo para todos os lados,
O poder e a miséria confrontados.
Nesta terra que não se come sem política,
A labuta amarra o peito na infindável gruta,
Meu deus, que gente astuta
Essa laia que se critica.
No berço gentil os músculos do mulato é incompatível
Ao prato de arroz com ovo ao fim da luta.

Sê brasileiro!

Sê brasileiro!

Se perguntarem, filho, onde
É a terra do teu amor,
Cheio de orgulho, responde:
– Sou brasileiro, senhor!

Não digas — Sou sergipano,
Sou paulista, sou mineiro,
Pois será mais soberano,
Dizendo — Sou brasileiro!

Mais que paulistas, mineiros,
Devemos fazer questão
De ser todos brasileiros
De nascença e coração.

É justo amar-se o recanto
Que se viu nascer, andar
A pátria deve no entanto,
Ter o primeiro lugar.

Ela não é o Amazonas
Nem Pará,
Nem do norte as quentes zonas...
Nem do sul a zona fria,
Não é Goiás, Mato Grosso,
São Paulo, ou Minas Gerais.

É o nosso Brasil colosso,
Legado dos nossos pais.
E enquanto de sul a norte,
Unido for o Brasil...
Será nação grande e forte,
Respeitada e varonil.

Pois não tem entre os Estados,
Nem segundo nem primeiro.
São eles fortes legados,
De todos nós brasileiros!

http://www.pragentemiuda.org/2011/08/poesia-semana-da-patria-se-brasileiro.html#

Poesia da semana PÁTRIA -- Um outro país -- Pátria

Um outro país -- Pátria


Quando você chegar,
deve encontrar um outro país,
ser recebido por um povo que diz
ter orgulho da sua nação.
Quando você chegar,
deve encontrar um país diferente,
confiante na força da sua gente,
moderno, seguro, sem corrupção.
Quando você chegar,
ouvirá histórias de um país encantado,
de um povo forte, feliz, inspirado,
que lutou como um bicho acuado
por trabalho, saúde, casa e educação.
Quando você chegar,
menino ou menina,
ainda haverá vestígios da revolução
nos jornais, nas revistas,
nos cartazes escritos à mão,
das passeatas, dos brados, daquela canção
cobrando o respeito à sua gente sofrida.
De um povo que, cansado do seu pesadelo,
saindo às ruas de forma atrevida,
fazendo sua guerra sem o uso do aço,
somente com suas vozes e a força dos braços,
libertou-se, por fim, daquela opressão.
Quando você chegar,
será (menino ou menina?) bem mais feliz
do que sua mãe, seu pai, seus irmãos,
que lutaram tanto para te deixar um país
grandioso, belo, liberto, viril,
como sempre deveria ter sido o Brasil.
Remisson AnicetoSão Paulo, SPremisson8@yahoo.com.br

Pátria Minha

Pátria Minha


Pátria minha, minha pátria 
Não sei viver sem estar em você
Sendo eu patriota de corpo e alma
Tua a bandeira sorri quando me vê

Pátria minha, minha pátria
Já vivi sem estar em ti
Sem encontrar a felicidade, 
Quase morri

Pátria minha, minha pátria
Estou muito feliz
Sem ti eu não vivo
E como o hino diz:
-...terra adorada, entre outras mil
és tu Brasil, ó pátria amada...pátria amada
Brasil.

https://sitedepoesias.com/poesias/20349

Na boca do povo: escolha de provérbio popular

caçador, waltercrane
Caçador, ilustração de Walter Crane.

“Falar sem pensar é atirar sem apontar.”

https://peregrinacultural.wordpress.com/page/18/

Idéias de Atividades para praticar durante as festividades

Idéias de Atividades para praticar durante as festividades
As comemorações do semana da pátria são um ótimo momento para proporcionar aos alunos, maior compreensão, amor e espírito de luta pelo Brasil, levando-os a conhecer os problemas sociais, econômicos e políticos. Também podemos levantar os motivos e ações que podemos tomar em nosso dia-a-dia para caminhar em direção a um futuro melhor.

http://www.atividadeseducacaoinfantil.com.br/datas-comemorativas/semana-da-patria/

Painéis Escolares para a Semana da Pátria

Painéis Escolares para a Semana da Pátria
http://www.atividadeseducacaoinfantil.com.br/datas-comemorativas/semana-da-patria/attachment/painel-semana-patria4/

Poema sobre a pátria para usar nas comemorações. -- O que diz o nosso hino.

Poema sobre a pátria para usar nas comemorações. -- 

O que diz o nosso hino

Ouviram-se nas margens serenas do Ipiranga,
gritos fortes e estrondosos de um povo valente,
num dia em que o sol brilhava com raios de liberdade.
No céu aparecia mais uma pátria com seus próprios domínios,
a segurança de uma pátria conquistada com os esforços de seus próprios filhos que lutava em busca de liberdade ou de morte. Seus filhos clamavam:
“salve nossa pátria amada”.
Quando a liberdade tão sonhada desce à terra,
no seu formoso céu nasce a imagem de um brilhante Cruzeiro,
Um país enorme por natureza, bonito, forte,
corajoso, com grande poder onde o futuro transmite essa grandeza.
Brasil terra amada! Entre as várias nações és tu uma outra pátria,
delicada mãe dos filhos deste solo brasileiro.
Deitado eternamente em berço, vivos,
alegres, ao lado do mar sob a luz do céu profundo.
Brasil, uma flor da América, iluminado pelo sol do novo mundo,
com terras enfeitadas, campos floridos e bosques resistentes,
o que faz a vida mais amada.
Brasil de amor, símbolo do mundo,
sua bandeira apresenta estrelada,
com o verde amarelo nos dizendo:
paz no futuro! Glória no passado!
A justiça é sua arma e teus filhos não fogem à luta, morrem por ela.

INTERPRETAÇÃO:
Cláudio Wilson dos Santos Pereira (Texto escrito em 1994, na comemoração da semana da pátria)

Terras do Brasil, poesia de D. Pedro II, na Semana da Pátria

Bandeira do Brasil, 2011

Digerson Araújo (Brasil, 1952)

60 x 40 cm


Terras do Brasil


D. Pedro de Alcântara


Espavorida agita-se a criança,

De noturnos fantasmas com receio.

Mas se abrigo lhe dá materno seio,

Fecha os doridos olhos e descansa.


Perdida é para mim toda esperança

De volver ao Brasil; de lá me veio

Um pugilo de terra, e nesta, creio,

Brando será meu sono e sem tardança.


Qual o infante a dormir em peito amigo,

Tristes sombras varrendo da Memória,

Ó doce Pátria, sonharei contigo!


E entre visões de Paz, de Luz, de Glória,

Sereno aguardarei, no meu jazigo,

A Justiça de Deus na voz da História.



Em: Poetas Cariocas em 400 anos, seleção de Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi:1965, pp.149-150

Mapas do Brasil do século XVI para a Semana da Pátria


Mapa do Brasil, século XVI.

Mapa de Pero Fernandes, 1545.

Mapa do Brasil, século XVI.

Atlas de Sebastião Lopes, 1565.

Mapa de Giàcomo Gastaldi, 1550.

Mapa parcial do Brasil e vizinhos, 1585.

Mapa de Luís Teixeira, 1574.

Mapa Diego Homem, 1558.

Mapa Piri Reis, 1513.

Mapa, 1573.

https://peregrinacultural.wordpress.com/2013/08/31/mapas-do-brasil-do-seculo-xvi-para-a-semana-da-patria/

Algumas atividades para colorir sobre a semana da pátria

Algumas atividades para colorir sobre a semana da pátria
http://www.atividadeseducacaoinfantil.com.br/datas-comemorativas/semana-da-patria/attachment/colorir-semana-patria/

Jogral para o dia 7 de Setembro – dia da Independência do Brasil

Jogral para o dia 7 de Setembro – dia da Independência do Brasil

FESTA DA PÁTRIA!

BRASIL SOMOS NÓS

TODOS:
Deus fez este mundo todo
Tão grande, tão lindo
Cheio de florestas verdes
Coberto com um céu de anil
E neste mundo,
Um pedacinho muito especial
Chamado BRASIL.
(Mostrar as letras escritas em papel laminado)

CANTO:
Eu te amo, meu BRASIL, eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo e branco azul-anil,
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil.

VOZ 1:
E acham vocês, meminos,
Que o Brasil é apenas um pedaço de terra,
neste mundo todo?

VOZ 2:
Não! O Brasil é muito mais!

TODOS:
São montanhas e serras
Cheias de riquezas sem fim
são rios, lagos, mares, florestas,
flores, bichos, pássaros e festas, enfim.

EDUCAÇÃO S/A

Poesia para o 7 de setembro ou Semana da Pátria

A PÁTRIA


Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!

Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

É um seio de mãe a transbordar carinhos.

Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

Vê que grande extensão de matas, onde impera

Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha

O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

Quem com seu suor a fecunda e umedece,

Vê pago o sue esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! não verás país nenhum como este:

Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Poesia sobre a pátria de Olavo Bilac.

Do livro: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves: 1949, 17a edição.

Painéis e Murais para Comemorar o Dia da Independência – 7 de Setembro


O mês de Setembro tem também muitas outras comemorações além da Semana da Pátria, como o Dia da Árvore, o Dia do Trânsito e muito mais.

http://www.atividadeseducacaoinfantil.com.br/datas-comemorativas/painel-mural-independencia/

Céu azul, poema de Roberto de Almeida Júnior, para a Semana da Pátria


Cartão postal, 1928

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)

óleo sobre tela, 127 x 42 cm


Céu azul


Roberto de Almeida Júnior



Céu azul de minha terra,

de minha terra natal

que eu amo e estremeço tanto…

Com tua beleza e encanto,

que tanta grandeza encerra,

não há no mundo outro igual!


Céu azul de minha terra,

da terra de Santa Cruz

que a alma estrangeira encanta,

onde o Cruzeiro do Sul,

como um diadema de luz,

é uma bênção sacrossanta!


E ao ver este céu sem par

— azul da cor da pureza,

tão cehios de encantos mil

que nenhum outro suplanta,

— a gente fica a cismar:


Com certeza

o manto da Virgem Santa

foi talhado de um retalho

do lindo céu do Brasil!



Em: Criança Brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949

Canto de minha terra, poesia de Olegário Mariano, para a Semana da Pátria


Simplicidade, s/d

Reinaldo de Almeida Barros ( Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre papel

Canto de minha terra


Olegário Mariano


Amo-te, ó minha terra, por tudo o que me tens dado:

Pelo azul do teu céu, pelas tuas árvores, pelo teu mar;

Pelas estrelas do Cruzeiro que me deixam anestesiado,

Pelos crepúsculos profundos que põem lágrimas no meu olhar.


Pelo canto harmonioso dos teus pássaros, pelo cehiro

Das tuas matas virgens, pelo mugido dos teus bois;

Pelos raios do sol, do grande sol que eu vi primeiro…

Pelas sombras das tuas noites, noites ermas que eu vi depois.


Pela esmeralda líquida dos teus rios cristalinos,

Pela pureza das tuas fontes, pelo brilho dos teus arrebóis;

Pelas tuas igrejas que respiram pelos pulmões dos sinos,

Pelas tuas casa lendárias, onde amaram nossos avós;


Pelo ouro que o lavrador arranca de tuas entranhas,

Pela bênção que o poeta recebe do teu céu azul.

Pela tristeza infinita, infinita das tuas montanhas,

Pelas lendas que vêm do norte, pelas glórias que vêm do sul.


Pelo trapo da bandeira que flamula ao vento sereno,

Pelo teu seio maternal onde a cabeça adormeci,

Sinto a dor angustiada de ter o coração pequeno

Para conter a onda sonora que canta de mor por ti.



Em: Criança brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949





Olegário Mariano Carneiro da Cunha (Brasil, 1889 — 1958) Usou também o pseudônimo João da Avenida, poeta, político e diplomata brasileiro. Em 1938, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, substituindo Alberto de Oliveira que morrera e que, por sua vez, havia substituído Olavo Bilac. Membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Angelus , 1911

Sonetos, 1921

Evangelho da sombra e do silêncio, 1913

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac, 1917

Últimas Cigarras, 1920

Castelos na areia, 1922

Cidade maravilhosa, 1923

Bataclan, crônicas em verso, 1927

Canto da minha terra, 1931

Destino, 1931

Poemas de amor e de saudade, 1932

Teatro, 1932

Antologia de tradutores, 1932

Poesias escolhidas, 1932

O amor na poesia brasileira, 1933

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso, 1933

O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas, 1937

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência, 1939

Em louvor da língua portuguesa, 1940

A vida que já vivi, memórias, 1945

Quando vem baixando o crepúsculo, 1945

Cantigas de encurtar caminho, 1949

Tangará conta histórias, poesia infantil, 1953

Toda uma vida de poesia, 2 vols., 1957

Brasil, trecho do poema de Humberto de Campos

Bandeira do Brasil, feita com pintura de mãos de crianças do Instituto La Fontaine, Belo Horizonte, MG.

Brasil


Humberto de Campos


Verde pátria que, em sono profundo,

Escondias teu régio esplendor,

Vem mostrar, para espanto do mundo,

Teus tesouros de força e de amor.


Salve, terra dos rios enormes,

— Virgem berço da raça tupi!

Anda, acorda, desperta, se dormes,

Que teus filhos já chamam por ti!


Se teus rios que empolam as águas,

À distância as do Oceano comtêm,

Saberemos, poupando-te mágoas,

Repelir o estrangeiro, também.


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


Se nas cores que tremem nos mastros

As estrelas enfeitam teu véu,

Hás de tê-las bem alto, entre os astros,

Entre as outras estrelas do Céu!


Salve, terra dos rios enormes,

— Virgem berço da raça tupi!

Anda, acorda, desperta, se dormes,

Que teus filhos já chamam por ti!






Humberto de Campos Veras (Brasil, 1886 — 1934), também trabalhou com os psudônimos: Conselheiro XX, Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas eHélios. Foi jornalista, político, ensaísta, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Poeira – poesia- 1910

Da seara de Booz – crônicas – 1918

Vale de Josaphat – contos – 1918

Tonel de Diógenes – contos – 1920

A serpente de bronze – contos – 1921

Mealheiro de Agripa – 1921

Carvalhos e roseiras – crítica – 1923

A bacia de Pilatos – contos – 1924

Pombos de Maomé – contos – 1925

Antologia dos humoristas galantes – 1926

Grãos de mostarda – contos – 1926

Alcova e salão – contos – 1927

O Brasil anedótico – anedotas – 1927

Antologia da Academia Brasileira de Letras – participação – 1928

O monstro e outros contos – 1932

Memórias 1886-1900 – 1933

Crítica (4 séries) – 1933, 1935, 1936

Os países – 1933

Poesias completas – reedição poética – 1933

À sombra das tamareiras – contos -1934

Sombras que sofrem – crônicas – 1934

Um sonho de pobre – memórias – 1935

Destinos – 1935

Lagartas e libélulas – 1935

Memórias inacabadas – 1935

Notas de um diarista – séries 1935 e 1936

Reminiscências – memórias -1935

Sepultando os meus mortos – memórias – 1935

Últimas crônicas – 1936

Contrastes – 1936

O arco de Esopo – contos – 1943

A funda de Davi – contos – 1943

Gansos do capitólio – contos – 1943

Fatos e feitos – 1949

Diário secreto (2 vols.) – memórias – 1954

Minha terra, poema de Casimiro de Abreu

Paisagem com touro, 1925
Tarsila do Amaral ( Brasil, 1886 – 1973)
óleo sobre tela, 52 x 65 cm
Coleção Particular
Minha terra
                             Casimiro de Abreu
Todos cantam sua terra
Também vou cantar a minha
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la rainha.
— Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha.
Correi pras bandas do sul:
Debaixo de um céu de anil
Encontrareis o gigante
Santa Cruz, hoje Brasil.
— É uma terra de amores,
Alcatifada de flores,
Onde a brisa fala amores
Nas belas tardes de abril.
Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal,
Que nem as sonha o poeta
E nem as canta um mortal!
— É uma terra encantada
— Mimoso jardim de fada –
Do mundo todo invejada,
Que o mundo não tem igual.
Em: Vamos Estudar?  Theobaldo Miranda Santos, 3ª série primária, edição especial para o estado do Rio de Janeiro, RJ, Agyr:1957, 9ª edição.
Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) poeta brasileiro da segunda geração romântica. Foi a Portugal com seu pai em 1853, onde permaneceu até 1857. Morreu aos 21 anos de idade de tuberculose. Deixou um único livro de poesias publicado em 1859, Primaveras, mas foi o suficiente para se tornar um dos mais populares poetas brasileiros de todos os tempos. 
Obras: 
Teatro:
Camões e o Jaú , 1856
 Poesia:
Primaveras, 1859
 Romances: 
Carolina, 1856
Camila, romance inacabado, 1856
A virgem loura,
Páginas do coração, prosa poética,1857

Brasileiro, onde está a tua Pátria?, poema de Ronald de Carvalho para o dia 7 de setembro

Bandeira do Brasil

Morandini, designer ( de seu blog: http://blog.morandini.com.br/ )
Técnica mista com folhas de árvores
Brasileiro, onde está a tua Pátria?
Ronald de Carvalho
Tua Pátria não está somente no torrão em que nasceste!
tua Pátria não se levanta num simples relevo geográfico.
O solo em que pisas,
as águas em que te refletes,
o céu que te alumia,
as árvores que te dão vozes, fruto e sombras,
as fontes que te dessedentam,
o ar que respiras,
recebeste, em partilha, com todos os homens sobre a terra.
Tua pátria não é um acidente geográfico!
Brasileiro,
se te perguntarem: Onde está a tua Pátria?
responde:
— Minha Pátria está na geografia ideal que os meus
Grandes Mortos me gravaram no coração;
no sangue com que temperaram a minha energia;
na essência misteriosa que transfundiram no meu caráter;
na herança de sacrifícios que me transmitiram;
na herança cunhada a fogo;
no ferro, no bronze, no aço das Bandeiras, dos Guararapes, das Minas da Inconfidência, da Confederação do Equador, do Ipiranga e do Paraguai.
Minha Pátria está na consciência que tenho de sua grandeza moral e nessa lição de ternura humana que a sua imensidade me oferece, como um símbolo perene da tolerância desmedida e infinita generosidade.
Minha Pátria está em ti, Minha Mãe! No orgulho comovido com que arrancaste das entranhas do meu ser a mais bela das palavras, o nome supremo: — BRASIL!
Em: Criança Brasileira: quinto livro de leitura [admissão e quinta-série], Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949
ronald-de-carvalho

Ronald de Carvalho (RJ, 1893 — RJ, 1935), foi um poeta e político brasileiro. Participou da Semana de Arte Moderna, em São Paulo,  em 1922.  Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto.
Obras:
Luz Gloriosa, 1913
Pequena História da Literatura Brasileira, 1919
Poemas e Sonetos, 1919
Afirmações: um ágape de intelectuais, 1921
Epigramas Irônicos e Sentimentais, 1922
O espelho de Ariel, 1923
Estudos Brasileiros, 1924
Jogos pueris, 1926
Toda a América, 1926
Imagens do México, 1929
Caderno de Imagens da Europa, 1935
Itinerário: Antilhas, Estados Unidos, México, 1935

Histórias da Independência do Brasil para a semana da pátria

Batalha de Pirajá, desenho de projeto para mural.

Carybé (Brasil, 1911-1997)
 O Corneteiro de Pirajá
 por Viriato Correia

Quando se proclamou a independência foi a Bahia que mais custou a sair do jugo de Portugal.
O general Madeira de Melo não quis obedecer ao governo brasileiro. Para ele o Brasil era uma propriedade dos portugueses e, portanto, aos por­tugueses devia continuar sujeito, sem nenhum direito de libertar-se. 
E comandando grandes forças armadas, compostas de gente portuguesa, tomou conta da província e não consentiu que os baianos gozassem, como os outros brasileiros, da independência proclamada. 
Aquilo feriu a fundo o coração dos patriotas da Bahia. Era pela força que Madeira queria impor o jugo de Portugal, só pela força a província proclamaria a sua liberdade. 
E a Bahia inteira, a Bahia brasileira, pegou em armas para bater-se contra os inimigos da independência. 
Foram penosos os primeiros encontros. Madeira é que tinha armas, munições, navios e dinheiro que lhe vinham constantemente de Portugal. 
O governo brasileiro estava no momento cheio de dificuldades e quase não podia ajudar os patriotas baianos.
Os patriotas baianos, porém, defendiam-se e resistiam como leões.
A melhor maneira de vencer as forças de Madeira era encurralá-las de modo que não pudessem receber auxílios. Para isso os baianos formaram postos de ataque aqui, ali, além, por toda a região que na Bahia se conhece pelo nome de Recôncavo.
Um desses postos, justamente o mais forte deles, o mais destemido, aquele em que se reuniam os mais valentes defensores da terra baiana, era o de Pirajá.
Um dia, quando o general Madeira abriu os olhos, Pirajá estava embaraçando os passos do seu exército. O general não podia receber víveres e reforços: tinham-lhe sido tomados os caminhos de terra e mar.
Era necessário, portanto, destruir Pirajá o mais de­pressa possível.
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E as forças portuguesas atiram-se contra o posto brasileiro.
É a 8 de novembro de 1822, antes de raiar a manhã.
Deve ser segura, infalível a vitória. As tropas de Madeira, além de bem armadas e mais numerosas, vão fazer o ataque de surpresa.
Está ainda escuro quando os batalhões inimigos de­sembarcam cautelosamente nas praias de Itacaranhas e Plataforma, ao mesmo tempo que, pelos outros lados, o grosso do exército avança rapidamente.
Quando as sentinelas baianas, colocadas em Coqueiro e Bate-Folha, percebem o avanço, não é mais possível fazer nada. 
É ao clarear do dia que pipocam os primeiros tiros.
Pirajá inteiro ergue-se para a peleja.
Começa o combate. Madeira, em pessoa, dirige os seus corpos. O que ele pretende é investir por Itacaranhas para cortar a retaguarda dos brasileiros. Mas os nossos vão resistindo e resistindo heroicamente.
 Uma hora inteira de fogo.
O general português, surpreendido com aquela resistência, ordena que novas centenas de soldados avancem. Mas os baianos não se deixam vencer.
Mais uma hora de fogo.
Os portugueses vão pouco a pouco conquistando o terreno.
 Barros Falcão, que comanda os nossos, percebe claramente a vitória inevitável do inimigo. Mas é preciso lutar. E luta-se mais uma hora.
Madeira está inquieto com a resistência. Agora ordena a novos corpos que avancem em grandes massas. Mas o fogo das linhas brasileiras não cessa um instante.
Novos corpos investem contra os nossos.   Outra hora de peleja e de fogo.
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Havia cinco horas que aquilo durava. Os portugueses tinham ganho tanto terreno que, em poucos momentos, os brasileiros estariam num círculo de balas.
Um minuto mais vai dar-se a ruína completa dos baianos. Não há mais resistência possível. Continuar a luta é sacrificar inutilmente centenas de vidas.
Barros Falcão, de um galope, percebe que chegou o momento de retirar-se. A dois passos está Luís Lopes, o cometa, que ele conservou sempre ao seu lado, esperando aquele instante desesperador.
 —  Toque retirada!   ordena.
O cometa não se move.
 —  Toque retirada, já lhe disse!   grita o comandante pela segunda vez.
O cometa vira-lhe as costas.
Barros Falcão avança de espada em punho para obrigar o insubordinado a cumprir as suas ordens, mas, nesse momento, Luís Lopes cola a cometa à boca e claros sons metálicos retinem nos ares.
O comandante agita-se, surpreendido. — Que é isso?  que é isso?
Não é o sinal de retirada que está ouvindo. É que a corneta está soprando loucamente no espaço é o sinal de “avançar cavalaria e degolar”.
Pararam todos, alarmados: o comandante, os oficiais, os soldados. Que cavalaria é aquela que aquele doido está mandando avançar?
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No exército português é brutal a surpresa. É a confusão. E o pavor.
É a debandada louca.
Fogem todos alucinadamente daquela cavalaria que não existe.

Fogem todos, todos feridos por aquele toque de corneta que vale mais do que cinco horas de tiroteio, mais do que a própria voz dos canhões.

Em: Meu Torrão : contos da história pátria, Viriato Correa, 1953, 4ª edição.

Viriato_correia

Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho (Pirapemas, MA 1884 — Rio de Janeiro, RJ 1967) – Pseudônimos: Viriato Correia, Pequeno Polegar, Tibúrcio da Anunciação. Diplomado em direito, jornalista, contista, romancista, teatrólogo, autor de literatura infantil e crônicas históricas, professor de teatro, membro da ABL e político brasileiro.

Obras:
Minaretes,  contos, 1903
Era uma vez…, infanto-juvenil, 1908
Contos do sertão, contos, 1912
Sertaneja, teatro, 1915
Manjerona, teatro, 1916
Morena, teatro, 1917
Sol do sertão, teatro, 1918
Juriti, teatro, 1919
O Mistério, teatro,  1920
Sapequinha, teatro, 1920
Novelas doidas, contos, 1921
Contos da história do Brasil, infanto-juvenil,  1921
Terra de Santa Cruz, crônica histórica, 1921
Histórias da nossa história,crônica histórica, 1921
Nossa gente, teatro, 1924
Zuzú, teatro,  1924
Uma noite de baile, infanto-juvenil,1926
Balaiada, romance, 1927
Brasil dos meus avós, crônica histórica, 1927
Baú velho, crônica histórica,  1927
Pequetita, teatro, 1927
Histórias ásperas, contos, 1928
Varinha de condão, infanto-juvenil, 1928
A Arca de Noé, infanto-juvenil, 1930
A descoberta do Brasil, infanto-juvenil,1930
A macacada, infanto-juvenil, 1931
Bombonzinho, teatro,  1931
Os meus bichinhos, infanto-juvenil, 1931
No reino da bicharada, infanto-juvenil, 1931
Quando Jesus nasceu, infanto-juvenil, 1931
Gaveta de sapateiro, crônica histórica,  1932
Sansão, teatro, 1932
Maria, teatro, 1933
Alcovas da história, crônica histórica,  1934
História do Brasil para crianças, infanto-juvenil, 1934
Mata galego, crônica histórica, 1934
Meu torrão, infanto-juvenil,1935
Bicho papão, teatro, 1936
Casa de Belchior, crônica histórica, 1936
O homem da cabeça de ouro, teatro, 1936
Bichos e bichinhos, infanto-juvenil, 1938
Carneiro de batalhão, teatro, 1938
Cazuza, infanto-juvenil, 1938
A Marquesa de Santos, teatro, 1938
No país da bicharada, infanto-juvenil, 1938
História de Caramuru, infanto-juvenil, 1939
O país do pau de tinta, crônica histórica, 1939
O caçador de esmeraldas, teatro, 1940
Rei de papelão, teatro, 1941
Pobre diabo, teatro, 1942
O príncipe encantador, teatro, 1943
O gato comeu, teatro, 1943
À sombra dos laranjais, teatro, 1944
A bandeira das esmeraldas, infanto-juvenil, 1945
Estão cantando as cigarras, teatro, 1945
Venha a nós, teatro, 1946
As belas histórias da História do Brasil, infanto-juvenil, 1948
Dinheiro é dinheiro, teatro, 1949
Curiosidades da história do Brasil, crônica histórica, 1955
O grande amor de Gonçalves Dias, teatro, 1959.
História da liberdade do Brasil, crônica histórica, 1962