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terça-feira, 19 de abril de 2016

OS DEZ SACIZINHOS -- Este livro é uma brincadeira de subtrair

OS DEZ SACIZINHOS -- 
Este livro é uma brincadeira de subtrair





























FONTE: ecolorir.com




Uma viagem pela magia e encanto de um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro, o saci, menino negro, com uma perna só, que fuma cachimbo e usa carapuça vermelha que lhe confere poderes mágicos. Ele não é mau, apenas gosta de fazer travessuras, como dar nó no rabo do cavalo, assustar cachorros e pregar peças nos viajantes. Depois cai em gostosas gargalhadas com o resultado das molecagens.
Este livro é uma brincadeira de subtrair sacis. Entre versos e estrofes, dez graciosos sacizinhos desaparecem, um a um, em acidentes como fogo no teatro, ingestão de comida estragada, jejum exagerado, quebra de regras... A Cuca acompanha o desenrolar da história camuflada.
Editora Paulinas
Autora Tatiana Belinky






HORA DE ARTE









Saci


Joaquim Queiroz Filho



Era uma vez um menino
Que tinha o triste destino
De trabalhar para o mal
Quebrava a louça por troça
Botava fogo na roça
Escancarava o curral


Como o Pedro Malasarte
Era visto em toda a parte
Mas pulando c'um pé só
Uma queda na cisterna
Foi que lhe quebrou a perna
Segundo disse a vovó


Caiu também na fogueira
Que ele acendeu na capoeira
Numa noite de São João
E, mesmo branco que fosse
Dessa maneira tornou-se
Pretinho como carvão


Na poeirada dos caminhos
Levantava remoinhos
Que faziam sufocar
E, nesse divertimento
Aparecia um momento
Para sumir-se no ar


Achando pouco esses danos
Levava a gente aos enganos
Pois que sabia mentir
Com tamanha habilidade
Fazia tanta maldade
Que nem há mãos a medir


Em qualquer das conjunturas
Invisível nas diabruras
Como o próprio Belzebu
Quando alguém o procurava
Ele, de longe, cantava:
— Saci... sererê... nhangu...


Mas veio, um dia, o castigo
Desse danado inimigo
Com infernal frenesi
Para o sossego da gente
Ele virou de repente
No passarinho saci


Hoje, tão triste e singelo
Num desespero amarelo
Como a florada do ipê
Nas fumaradas de agosto
Geme com fundo desgosto
— Saci... saci-sererê!

(Em Lobato, Monteiro. O saci-pererê; resultado de um inquérito. Edição fac-similar. Rio de Janeiro, Gráfica JB, 1998, p.153-154)



http://gutarocha.blogspot.com.br/

ELEIÇÕES: Aproveitando o clima de Eleições Municipais

ELEIÇÕES:
Aproveitando o clima de Eleições Municipais


Fonte: picasaweb.google.com/kipatroes/TurmaDaMonicaEleicoes#5428634690153007202






FONTE: sites.google.com/site/diariodaprofaglauce/eleicoes


PROPAGANDA ELEITORAL 



Você sabia? Voto feminino no Brasil

A instituição do voto feminino se deu a partir de uma reforma no Código Eleitoral, com a assinatura do Decreto-Lei 21.076, de 24 de fevereiro de 1932 pelo então Presidente Getúlio Vargas. Mas somente às mulheres casadas,viúvas e solteiras que tivessem renda própria podiam votar. O Brasil, em comparação a outros países, pode ser considerado pioneiro. Argentina e França só o fizeram na década de 1940, e Portugal, Suíça, na década de 1970. Nova Zelândia, no entanto, saiu na frente ao instituir o voto feminino em 1893.

A luta pelo voto feminino no Brasil iniciou-se em 1910, quando a professora Deolinda Daltro fundou, no Rio de Janeiro, o Partido Republicado Feminino. Porém, manifestações mais contundentes só ocorreram em 1919, quando a bióloga Bertha Lutz fundou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher.

Há, nos registros históricos brasileiros, uma mulher que conseguiu o alistamento eleitoral logo após a proclamação da República. Para participar das eleições da nova Assembléia Constituinte, ela invocou a “Lei Saraiva”, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis.

Mas, somente a partir de 1946, o voto feminino passou a ser obrigatório, analfabetos  só tiveram garantido o voto em 1985, o que significa que, nesse primeiro momento, uma parcela reduzida de mulheres participou dos processos eletivos.

COMO NASCERAM AS ESTRELAS


COMO NASCERAM AS ESTRELAS



COMO NASCERAM AS ESTRELAS
DOZE LENDAS BRASILEIRAS

Clarice Lispector

Capa de Ricardo Leite
EDITORA NOVA FRONTEIRA



Como nasceram as estrelas

Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.

Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.

Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.

— Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças.) Curumim dá sorte.

E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta — eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os gatinhos também colheram muitas e

fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas

— e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.

Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em gordas estrelas brilhantes.

Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.

E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.

LENDAS BRASILEIRAS

LENDAS BRASILEIRAS


DICA DE  VÍDEO

Pense nas lendas mais conhecidas do público como: "O Saci", "A Mula Sem Cabeça", "A Festa no Céu", "O Boto" e "O Curupira" entre outras, transformadas em música e cantadas por grandes artistas, que são: Ana Carolina,Milton Nascimento,Frejat,Tony Garrido,Toquinho,Alceu Valença,Luiz Melodia e muito mais!O resultado dessa mistura está reunida no CD, " Lendas Brasileiras" que é recomendado para todos que gostam de diversão! 

Faixas Musicais:

1. Festa No Céu
2. Sacizando
3. O Curupira
4. Muiraquitã
5. Cobra Grande
6. Fantasia De Água Cristalina (O Boto) 
7. A Iara
8. A Salamancado Jarau
9. Lobisomem
10. A Bruxa Nicácia
11. A Mula-Sem-Cabeça
12. Boitatá
13. Não É Sonho Não É Nada
14. A Lenda Do Dinheiro Enterrado